RETORNO

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Hoje um lençol cinza forrou o céu de Brasília. Já não era sem tempo. Enfrentamos à pouco os dias mais quentes dos últimos quarenta e oito anos. Sem praia faltou ar condicionado pra refrescar o cerrado. Até as águas foram se refrescar nas nuvens. Agora o céu tá tumultuado. Vai despejar essas águas fugitivas no Lago.
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7 comentários:

Cosmunicando disse...

ah, precisamos conversar com são pedro pra fazer uma melhor distribuição dessas águas!

aqui não pára de chover há 45 dias, já tá alagando tudo e nós mofados... rsrs

beijos!

SIMONE GOIS disse...

caramba menina! é água sem dó, assim cê vai ficar translúcida!! ahah hshs brincadeirinha!!
beijos

tossan disse...

Um verdadeiro apelo poético. Bj

SIMONE GOIS disse...

Tossam, que venham às e também a poesia.
beijos

O Profeta disse...

Esta carícia de fresca brisa
Transporta a beleza de Oriente
Uma voz doce cede ao silêncio
Esta aurora acorda finalmente

A sombra perdeu-se na luz
Escuto o pranto e o riso na bruma
Palavras fugindo ao sentido
Lembranças perdidas na espuma


Boa semana



Mágico beijo

SIMONE GOIS disse...

Belo! muito belo Profeta.
Gostei demais.

Niemarbrasiliainvisivel disse...

CHUVAMAR

Oi Simone,
conforme havia avisado ainda não me enbloguei completamente... continuo sereno, catando ipês e criando quero-queros. Destas andanças retomei meu caminho brasilidiano de inventar poesias invisíveis nesta cidade de amar.
Passei pra agradecer o looooooooooongo comentário de leitora cuidadosa e companheira. Continuo esperando dicas de novas navegações. Entrei aqui porque você me trouxe notícias de uma Brasília chuvosda, de uma Brasília aquática, de uma capital inicialmente chuvosa. Amo as chuvas de dezembrojaneirofevereiro... elas são a antítese dos ipês amarelos: belos belos belos
Sua profecia, acho eu, veio para mim, que ando salvadoreando pianos e cajuinando pelourinhos e barras...
Escrevo Brasília como se mar e amo a antiga capital inicial como se chuva e da chuva extraio cada gota cada gota cada gota.

olhe: gostei muito de seus escritos em prosa. Estou surpreso e reaprendendo a te-ler. Ainda te devo um Niemar... falando nisso fiquei surpreso com aquela capa verde-água no seu blog (premiado e tão querido!).
Beatrice dos blogs livrai-me dos últimos anéis dos infernos de Dante!

Carinho com beijo
El poeta de Mondriam