ABRIGO

O

Havia algo de tão especial
e banal
naquele vão de saudades
Um veio de lembranças

jorrando
memória à dentro
resgatando sonhos
estancando perdas


Um apelo de sensação

libertária
ruir de escudos
papelão e aço
um abandono seguro
onde me refaço

Então vi

Fui abrigo
Ombros e passos
O

4 comentários:

O Profeta disse...

A maresia adormeceu na areia
O mar transformou-se em espelho de água
Uma nuvem mirou-se nele
Verteu uma última gota de mágoa

Este sol que beija a ilha na manhã
Traz um sorriso cheio de mistério
Este verde orvalhado pela bruma da noite
É o tapete de um Deus no seu império


Boa semana



Doce beijo

Cosmunicando disse...

um dos teus poemas mais belos, Simone...

beijos =)

Adrianna Coelho disse...


Lindo, Simnoe! Lindo!!

"vão de saudades", "ruir de escudos, papelão e aço", "abandono seguro"gostei muito das metáforas.

Lídia Valéria disse...

Parabéns mais uma vez por seu blog e por tudo o que escreve.

Simone, ver o link do meu blog magiadocontato.blogspot.com em seu blog, foi uma agradável surpresa.

Sua indicação deixou-me feliz, obrigada.

Bom estar aqui e apreciar suas maravilhas.
Grande abraço.