PRODUTO

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Coloquei as horas ao meu serviço e voltei eufórica a vida. Então disse... chega de artifícios, chega de minerar minutos, correr viadutos, conter terremotos, sorver maremotos em busca de recursos. Veredas em precipício onde me perdi. Visão turva, não vi. Eu não vi o mar, o fim da tarde, os amigos. Não procurei o inimigo, assim como aprendi. Deixei passar o ócio, a conversa fora, a vida, o agora. Fui ação, atividade, fui vício, fui arte. Fui nada. Não fiz parte. Desejei as horas ao meu serviço, mas o ritmo da solidão me neutralizou.

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3 comentários:

Cosmunicando disse...

belíssimo poema Simone... os ritmos às vezes nos deixam sem ação, há que espernear =)
beijos

MEUS TEXTOS disse...

Oi Pad
Espernear! Gostei, com ou sem ritmo.
Beijos

Fernando Rozano disse...

belas passagens, em poesia rica em seu conteúdo. excelente, Simone. beijo.