RESISTÊNCIA

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Absorvo-me em exigências quase subumanas dos nossos dias. Desintegro-me. Pulverizo membros. Exponencio-me. Deforma-me a carne, película tênue, transitória, indiferente a ditadura contemporânea. Dias prováveis de impróprias convergências, inóspitas demandas, áridas vivências. Expectadora, esmurro virtual a tela ao fluxo da corrente trama: tecer escolhas próprias ou em anestésica máquina supersônica, atender as exigências quotidianas da convulsiva vida urbana.
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3 comentários:

Fernando Rozano disse...

os áridos e febris dias de hoje em versos significativos e muito instigantes. meu abraço.

Rubens da Cunha disse...

obrigado pela visita ao casa de Paragens

Annabel M. Z. disse...

Un gusto pasar por sus versos.

Un abrazo.